
O ciúme é um sentimento ligado ao amor, mas que normalmente traz dor e angústia, o ciúme é o medo de perder alguma coisa, de perder quem você ama. Na Filosofia o ciúme aparece dentro de uma discussão geral das paixões, contudo é mas frenquente naquelas ligadas ao amor e a amizade. Existem dois grupos em relação ao ciúme, os que acreditam que é preciso tirar as paixões de nossas vidas, já que não podemos controlá-las, e ainda os que afirmam ser possível e vantajoso dominá-la por meio da razão. Para a filosofia a forma como devemos lidar com o ciúme é uma mescla saudável entre esses dois grupos. A palavra ciúme vem do latim "zelumem" e do grego "zelos", por isso na maioria das vezes ele é tido como prova de amor, de cuidado com o outro. Em grla na filosófia ele se aproxima do amor e do ódio. Como dito no livro Máximas de La Rochefoucauld , " o ciúme sempre nasce com o amor, mas nem sempre morre no amor" (Máxima 361). Essas frase enfoca o caráter ambivalente, ou seja ele pode tanto ser um aprova de amor, como pode até levar a morte. No começo o ciúme pode até ser bom, ser louvado como uma prova de amor. "Gostar de alguém ou de alguma coisa implica zelar por sua segurança ou por sua continuidade. Seu caráter ‘zeloso’, porém, facilmente se converte em um sentimento negativo, ao adquirir uma forma possessiva que suprime o caráter positivo desta ‘afeição’, resultando em egoísmo e prepotência ou em insegurança e temor”, afirma Carlos Matheus, doutor em Filosofia e professor titular do Departamento de Filosofia da PUC-SP.

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